Um conceito complexo carrega, dentro de si, séculos de debate sobre o que aquela palavra exata deveria significar;

traduzi-lo é decidir, a cada frase, qual parte desse debate sobrevive na nova língua.

É trabalho que admite pouquíssima margem de aproximação, e é exatamente aí que a maior parte do mercado editorial brasileiro decide economizar.

Um conceito complexo carrega, dentro de si, séculos de debate sobre o que aquela palavra exata deveria significar;

traduzi-lo é decidir, a cada frase, qual parte desse debate sobrevive na nova língua.

É trabalho que admite pouquíssima margem de aproximação, e é exatamente aí que a maior parte do mercado editorial brasileiro decide economizar.

Um conceito complexo carrega, dentro de si, séculos de debate sobre o que aquela palavra exata deveria significar;

traduzi-lo é decidir, a cada frase, qual parte desse debate sobrevive na nova língua.

É trabalho que admite pouquíssima margem de aproximação, e é exatamente aí que a maior parte do mercado editorial brasileiro decide economizar.

O PROBLEMA DA TRADUÇÃO DUPLA

O PROBLEMA DA
TRADUÇÃO DUPLA

A maioria das edições brasileiras de clássicos, sejam eles alemães, franceses, italianos, gregos ou alguma outra língua, passa primeiro por uma tradução para o inglês, e só depois chega ao português; às vezes, a língua intermediária é outra, como o francês ou o espanhol.

A maioria das edições brasileiras de clássicos, sejam eles alemães, franceses, italianos, gregos ou alguma outra língua, passa primeiro por uma tradução para o inglês, e só depois chega ao português; às vezes, a língua intermediária é outra, como o francês ou o espanhol.

Em todos estes casos, o original já ficou duas etapas para trás. Cada uma dessas etapas descarta alguma coisa, uma ambiguidade proposital, um termo técnico sem equivalente direto, uma ironia que só funciona na língua de origem, e o que sobra ao final já não é exatamente o que o autor escreveu.

Em todos estes casos, o original já ficou duas etapas para trás. Cada uma dessas etapas descarta alguma coisa, uma ambiguidade proposital, um termo técnico sem equivalente direto, uma ironia que só funciona na língua de origem, e o que sobra ao final já não é exatamente o que o autor escreveu.

O padrão do Clube

O padrão do Clube

O Clube Realpolitik trabalha só a partir do idioma original, com tradutores que conhecem não apenas a língua do autor, mas a tradição de pensamento de onde ele escreve; cada edição passa ainda por revisão técnica e recebe notas de especialistas nos pontos em que o conceito original não tem equivalente óbvio em português.

O Clube Realpolitik trabalha só a partir do idioma original, com tradutores que conhecem não apenas a língua do autor, mas a tradição de pensamento de onde ele escreve; cada edição passa ainda por revisão técnica e recebe notas de especialistas nos pontos em que o conceito original não tem equivalente óbvio em português.

O resultado custa mais tempo de produção do que copiar uma tradução já publicada em outro idioma.

É o diferencial que pode significar a real compreensão ou não do que o autor está dizendo, por isso não se deve poupar esforços aqui.

Tradução é o ponto exato em que uma editora decide se respeita o leitor ou só lhe vende um objeto bonito; tratá-la como detalhe de produção é a decisão mais barata que uma editora pode tomar.

Tradução é o ponto exato em que uma editora decide se respeita o leitor ou só lhe vende um objeto bonito; tratá-la como detalhe de produção é a decisão mais barata que uma editora pode tomar.

Clube RealPolitik — a política como ela é.

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